terça-feira, 13 de abril de 2010

O dia-a-dia na Idade Média


Já alguém imaginou o que seria viver, nem que fosse só por um dia, em plena Europa medieval? Se não, venham comigo.
Logo ao acordar tínhamos a certeza que o dia não ia correr nada bem. Levantávamo-nos de um monte de palha repleto de toda a espécie de insetos. Deitados ao lado de mais dez pessoas e de uma vaca que gentilmente nos cedia o leite para o pequeno-almoço. Saíamos de casa. Passávamos pelo tribunal do Santo Oficio para denunciar um vizinho, porque embirramos com ele porque estaciona sempre a carroça à nossa porta, e descíamos até à Baixa.
Como não havia bola, íamos até ao Terreiro do Paço assistir à queima das bruxas. Mandar umas pedras ao infiéis, incitar à morte por estrangulamento. Enfim, o costume.
Como não havia médico de família, íamos até ao curandeiro para nos livrar da peste negra. Duas horas de missa depois estávamos finos e íamos almoçar.
Chegados ao tasco começava a degustação. Uma malga de sopa que fazia parecer o bebedor dos cavalos um manjar dos deuses e um pão bolorento. Tudo isto acompanhado com uma garrafa de bagaço para ganhar força para a labuta diária.
Fosse qual fosse a vossa profissão, posso garantir que em nada se compara à vossa atual ocupação diária.
Para quebrar a rotina chegava o Verão. Em vez de ir de férias para Porto de Galinhas íamos numa digressão com os Templários. Partindo de Tomar às sete da manhã para chegar a Jerusalém pelas oito da noite uns meses depois. Com o extra de ir pilhando e violando tudo aquilo que nos aparecesse pela frente.
Como vêem os dias de hoje parecem bem mais agradáveis. E se não estamos satisfeitos com isso vamos sempre a tempo de mudar.



Digressão: Excursão.

Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=digressão
http://velhojarreta.blogs.sapo.pt/18935.html

terça-feira, 6 de abril de 2010

O FUNCIONAMENTO DOS FEUDOS

Você já deve Ter visto em viagens, filmes ou livros, os grandes castelos medievais, construídos em pedra ou madeira, com fossas em volta da muralha e pontes elevadiças. Pense agora sobre eles : por que eram tão grandes e por que tinham tantas barreiras de proteção?
Durante o feudalismo, os castelos eram os locais de moradia dos nobres que eram os reis e rainhas, príncipes e princesas, condes e condessas, marqueses e marquesas. Eram considerados a parte mais importante do feudo, afinal, neles viviam os poderosos do lugar.
Essas construções tinham de ser muito grandes e seguras porque na idade média, eram muito comuns as guerras e invasões. Quando aconteciam, todos os habitantes do feudo que não fossem convocados para o combate tinham o direito de se refugiar nos castelos.
No entanto, não existia comforto. Pois depois da crise do império romamo e das invasões germânicas, a Europa empobreceu. O comércio diminuiu muito e havia poucos contatos com o oriente, onde se produziam artigos de luxo. O estilo de vida era simples e rude. Os conde e marqueses tinham fartura, mas pouco desfrutavam do conforto e do luxo.
Quando o feudo pertencia à igreja, o castelo tinha funções religiosa: podia ser um mosteiro, uma igreja, etc.
Havia outro tipo de moradias nos feudos: as aldeias. Nelas moravam os camponeses, em cabanas feitas de barro e palha, com o chão de terra batida e às vezes, nos fundos, um pequeno cercado, onde se criavam pequenos animais e aves.
O restante do feudo era composto pelos bosques e terras cultivadas. Para se obterem bons resultados do cultivo, essas terras eram divididas em três campos (que chamaremos de A,B e C), que a cada ano eram utilizados com fins diferentes, num sistema de rodízio. Enquanto o campo A não era utilizado, para o solo descansar, os outros dois produziam cereais. Por exemplo, o B produzia trigo e o C cevada. No ano seguinte, o campo A produzia trigo, o campo B produzia cevada, e o C descansava.
Uma parte desses três campos era chamada de reserva senhorial ela era cutivada durante alguns dias da semana pelos camponeses, e tudo o que nela produzia era destinado ao senhor do feudo.
Outra parte era chamada de reserva servil e divididas em faixas de terra. Cada camponês tinha uma faixa para cultivar nos campos A,B e C. do que ele ali produzia, uma parcela ficava para sua família, eoutra era entregue ao dono da terra
Como os condes e marqueses eram os controladores das terras, os camponeses tinham de obter autorização para morar nelas e cultivá-las. Para obter esse direito, eles se comprometiam a pagar impostos.
Na época do feudalismo, circulavam poucas moedas : os impostos eram pagos em produtos ou serviços.

feudalismo

A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).

terça-feira, 23 de março de 2010

a agropecuária


A domesticação de animais ou plantas é um processo utilizado desde a pré-história. Consiste na seleção e adaptação de certos seres vivos, considerados úteis para suprir necessidades humanas, para a vida em associação íntima com os seres humanos e com outras espécies. Ao longo de milhares de anos, esse processo acarretou modificações em várias características originais dos seres vivos domesticados, chegando em muitos casos ao desenvolvimento de dezenas de raças, como os cães e gatos.
Outros exemplos de animais domésticos são o cavalo, vaca, porco, cabra, coelho, ovelha e várias aves como a galinha. Muitos deles são utilizados na pecuária. As plantas domésticas são inúmeras e vão desde as utilizadas em residências até as cultivadas na agricultura.
A domesticação acompanha a História da civilização, sendo benéfica para o desenvolvimento da mesma, porém é extremamente prejudicial à natureza e à ecologia, já que, em contraste com a seleção natural, a domesticação provoca uma seleção artificial de alguns seres vivos em detrimento de outros que o ser humano procura eliminar por considerar hostis a sua sobrevivência. A domesticação, desse modo é um fator de redução da biodiversidade. Um exemplo no Brasil é o abate de onças que se alimentam de gado. A agricultura acarreta a devastação de florestas naturais e em seu lugar são instaladas monoculturas. O habitat e os alimentos de animais selvagens são dessa forma destruídos.
A domesticação acaba sendo ao mesmo tempo benéfica e maléfica ao ser humano, pois este também sofre as conseqüências de problemas ambientais gerados pela domesticação em grande escala.

agricultura e a produção pecuária podem se enquadrar em dois modelos distintos denominados de intensivos e extensivos, esses podem variar conforme o nível de tecnologia empregado. Nessa classificação não há preocupação em relação ao tamanho da propriedade ou da área em cultivo ou de criação, no caso da pecuária o importante é a análise acerca do grau de investimento na produção e de tecnologia empregado no cultivo ou na criação, assim como o índice de produtividade. Todas as propriedades rurais desenvolvem suas atividades vinculadas ao uso de tecnologias ( biotecnologia, insumos, fertilizantes, máquinas, implementos, técnicas entre outros), diante disso há uma grande aplicação de técnicas no preparo do solo, cultivo e colheita que resulta em altos índices de produtividade e atingem essas em pequenas áreas cultivadas, além de alcançar um tempo maior de exploração do solo, essas características estão ligadas à agricultura intensiva.

terça-feira, 16 de março de 2010

Animais e plantaspredominantes em cada região

FLORESTA AMAZONICA:
ANIMAIS:
Galo-da-serra
Matamatá
Macaco-barrigudo
PLANTAS:
Castanheira-do-pará
Seringueira
Bromélia
CERRADO:
ANIMAIS:
Ema
Tamanduá-bandeira
Lobo-guará
PLANTAS:
Barbatimão
Pequi
Buriti
CAATINGA:
ANIMAIS:
Avoante
Suçurana
Lagarto-das-rochas
PLANTAS:
Mandacaru
Xique-xique
Umbu-umbuzeiro
PANTANAL:
ANIMAIS:
Piranhas
Tuiuiú
Jacaré
PLANTAS:
Jenipapo
Figueira-mata-pau
Babaçu
MANGUE:
Caranguejo
Martin-pescador
Guaxinim
PLANTAS:
Mangue-vermelho
Mangue-branco
PAMPAS:
ANIMAIS:
Gato-palheiro
Perdiz
Graxaim-do-mato
PLANTAS:
Aguapé
Bromelia gravatá
MATA ATLANTICA:
ANIMAIS:
Borboleta
Perereca
Tie-sangue
PLANTAS:
Orquidea
Pau-brasil
Samambaiaçu

terça-feira, 9 de março de 2010

FLORESTA AMAZONICA:

ANIMAIS:

MACACO BARRIGUDO

MATAMATA

Climas que ocorrem no Brasil


O Brasil, pelas suas dimensões continentais, possui uma diversificação climática bem ampla, influenciada pela sua configuração geográfica, sua significativa extensão costeira, seu relevo e a dinâmica das massas de ar sobre seu território. Esse último fator assume grande importância, pois atua diretamente sobre as temperaturas e os índices pluviométricos nas diferentes regiões do país.
Em especial, as massas de ar que interferem mais diretamente no Brasil, segundo o Anuário Estatístico do Brasil, do IBGE, são a Equatorial, tanto Continental como Atlântica; a Tropical, também Continental e Atlântica; e a Polar Atlântica, proporcionando as diferenciações climáticas.
Nessa direção, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas Equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino.O clima de uma dada região é condicionado por diversos fatores, dentre eles pode-se citar temperatura, chuvas, umidade do ar, ventos e pressão atmosférica, os quais, por sua vez, são condicionados por fatores como altitude, latitude, condições de relevo, vegetação e continentalidade.
De acordo com a classificação climática de Arthur Strahler, predominam no Brasil cinco grandes climas, a saber:
clima equatorial úmido da convergência dos alísios, que engloba a Amazônia;
clima tropical alternadamente úmido e seco, englobando grande parte da área central do país e litoral do meio-norte;
clima tropical tendendo a ser seco pela irregularidade da ação das massas de ar, englobando o sertão nordestino e vale médio do rio São Francisco; e
clima litorâneo úmido exposto às massas tropicais marítimas, englobando estreita faixa do litoral leste e nordeste;
clima subtropical úmido das costas orientais e subtropicais, dominado largamente por massa tropical marítima, englobando a Região Sul do Brasil. Quanto aos aspectos térmicos também ocorrem grandes variações. Como pode ser observado no mapa das médias anuais de temperatura a seguir, a Região Norte e parte do interior da Região Nordeste apresentam temperaturas médias anuais superiores a 25oC, enquanto na Região Sul do país e parte da Sudeste as temperaturas médias anuais ficam abaixo de 20oC.